Memórias de Dias Estranhos
E segue a série Memoria da Quarentena, que também poderia se chamar Memoria de Dias Estranhos.
Nossa família está passando por momentos difíceis, ligados à saúde dos nossos velhinhos. Todos com mais de 80 ou 90... já são situações complicadas, mesmo sem a pandemia, e mais ainda com ela.Hoje os corações estão doloridos, nos despedimos de tio Cloves, irmão de meu pai.
A gratidão é imensa, por termos tido o privilégio de tê-lo por 86 anos de vida feliz e abençoada. Mas a gratidão não impede o sentimento de saudade, dor que chega a ser física.
E vem junto a antecipação de quando será a minha vez...
Esta semana está sendo especialmente difícil, com papai. Mas em todos os momentos sinto paz.
Sei que não tenho controle de nada... tudo acontece como e quando tem que acontecer. E as emoções vão e vem na gangorra, subindo e descendo sem nenhum padrão.
Vivendo um dia de cada vez. Sonhos e planos todos ficam em stand by. É assim que precisa ser.
44/51
Crochê, 12 cm.
📷: @kelsonsouzafotos

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