No mar da aflição
Memória da Quarentena.
01:32h e estou no pronto atendimento da Santa Casa de Itabuna. Vim de ambulância, trazendo meu pai para um procedimento cirúrgico de acesso venoso central, numa artéria do pescoço. Teoricamente era isso. Na prática não foi.
A filhadaputice de certas pessoas não tem limite. Vir com uma indicação expressa e explícita de um profissional parece que significa que vc, médica que se acha toda poderosa e dona de toda autoridade, faça exatamente o contrário.
Não consigo descrever em detalhes, mas é isso: o procedimento que nos foi indicado como de urgência, foi tratado como eletivo e deixado para o dia seguinte. Descaso sem tamanho, que merece - e terá - reclamação na ouvidoria do hospital e processo em todas as instâncias cabíveis.
Já sao 02:02h e nada de subirmos para o quarto, que não será o que o plano dele dá direito, porque não tem vaga.
Se que tudo isso não é nada perto do que a grande maioria dos brasileiros passa, especialmente nesse tempo de pandemia, mas está sendo difícil ver meu velhinho gritando numa maca, com os braços amarrados para não perder o acesso venoso.

É muito triste tudo isso que estamos vivendo, e o descaso que presenciamos por quem tem o poder e obrigação de cuidar .
ResponderExcluirEspero em Deus que tudo corra bem pra vocês. Que Deus cuide do seu papai.